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Blogue RBE

Seg | 19.09.22

ONU: Áreas temáticas para transformar a educação

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As linhas de ação temática identificadas pela Transforming Education Summit (TES) das Nações Unidas pretendem transformar a educação para a paz, inclusão e sustentabilidade.

Transformar a educação significa repensar e reimaginar o propósito, o conteúdo e a efetivação da educação e pôr em prática ações a longo prazo, baseadas em evidências, que exigem parcerias fortes e que são ousadas, pois não são mais do mesmo, podem romper com aquilo a que as pessoas estão habituadas a fazer e gerar desconforto.

As linhas de ação temática decorrem da Agenda 2030 - ODS 4, “Garantir uma educação de qualidade inclusiva e equitativa e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos” e incluem as medidas da pandemia COVID-19 que há que manter.

Tratam áreas que carecem de atenção e intervenção política urgente e foram formuladas para esta Cimeira com base na consulta pública dos países e nas propostas dos parceiros da ONU. 

A TES tem cinco linhas de ação interdependentes e a Rede de Bibliotecas Escolares propõe que se trabalhem com as crianças e jovens três, cujos subtemas, documentos para discussão e fórum para participar (URL) se indica:

1. Escolas inclusivas, equitativas, seguras e saudáveis 

  • Inclusão e equidade

  • Educação transformadora de género

  • Escolas seguras

  • Saúde e nutrição escolar

  • Educação em emergências e crises prolongadas

https://transformingeducationsummit.sdg4education2030.org/track/schools

 

2. Aprendizagem e competências para a vida, o trabalho e o desenvolvimento sustentável

  • Aprendizagem fundamental (na perspetiva de aprendizagem ao longo da vida)

  • Competências para o emprego e o empreendedorismo

  • Educação para o desenvolvimento sustentável, incluindo educação ambiental

https://transformingeducationsummit.sdg4education2030.org/track/learning

 

4. Aprendizagem e transformação digital

  • Transformação digital dos sistemas educativos

  • Conectividade/ diminuição da exclusão digital; tecnologias inclusivas/ de assistência

  • Conteúdo educativo digital gratuito, aberto e de alta qualidade

  • Cidadania digital, bem-estar, privacidade e segurança

https://transformingeducationsummit.sdg4education2030.org/track/digital 

 

Segue-se a apresentação de algumas ideias transmitidas por embaixadores destes fóruns nos vídeos de abertura.

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Sanet Steenkamp - Diretora Executiva do Ministério da Educação, Artes e Cultura da Namíbia

De acordo com a linha de ação 1. Escolas inclusivas, equitativas, seguras e saudáveis, é preciso trabalhar para a inclusão e a equidade e o acesso universal aos recursos, identificar e eliminar as diferentes formas de violência (psicológica, física, sexual), valorizar a curiosidade, a diversão, a criatividade e a participação, bem como programas integrados de saúde escolar que incluam uma refeição diária para quem necessite,  de modo a que a escola constitua lugar seguro e de bem-estar, no qual cada um possa realizar o seu potencial. 

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Maria Victoria González – Ministra da Educação da Colômbia

Tomar em consideração a linha de ação 2. Aprendizagem e competências para a vida, o trabalho e o desenvolvimento sustentável, exige uma abordagem holística e intersectorial, contínua e que dê maior peso à aprendizagem informal, articulada e que ligue o ministério da educação aos outros ministérios e o setor público ao privado. Para formar cidadãos do futuro e garantir a convivência pacífica entre povos, devem incorporar-se nos sistemas educativos, da primeira infância até à idade adulta, as questões ambientais, as novas tecnologias e a componente de cidadania global e de desenvolvimento sustentável. Deve reforçar-se a formação de professores de qualidade e providenciar os recursos financeiros necessários. 

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Siew Hoong Wong - Conselheiro do Ministro da Educação de Singapura

As questões da linha de ação 4. Aprendizagem e transformação digital são transversais às dos outros fóruns, envolvem setor público e privado, aprendizagem formal e informal e prendem-se, por exemplo, com conectividade, hardware e software, plataformas digitais com recursos e crowdsourcing. Com a pandemia Covid-19 registaram-se progressos no reforço e multiplicação de bibliotecas e repositórios digitais de qualidade, abertos, de diferente âmbito, construídos debaixo para cima e que devem ser incentivados e para os quais todos devem contribuir. Apresentam-se duas ideias transformadoras: estabelecer uma aliança global que reúna todas as partes interessadas em fornecer recursos de aprendizagem digitais, de qualidade e acesso aberto para todos os alunos, professores e público; promover a inovação pedagógica, as competências dos professores para usar e maximizar a aprendizagem digital através de comunidades de práticas de professores que aprendam, uns com os outros, de forma colaborativa, nas áreas do design e da curadoria de conteúdos e da partilha de boas práticas, para ser possível construir uma rede de líderes de aprendizagem digital e usar a aprendizagem digital para ultrapassar desigualdades.

A educação encontra-se numa encruzilhada porque, a par dos progressos registados durante a pandemia Covid-19, exacerbam-se as desigualdades geradas por questões de pobreza, género, deficiência, etnia, língua, localização (litoral/ interior), deslocação forçada, orientação sexual, religião e que geralmente são cumulativas, exigindo uma abordagem holística, a nível local, nacional e global, que convoque todos a apresentar e pôr em prática soluções.

 

Referências

1. Fonte da imagem :United Nations. (2022, Sep.). Thematic Action Tracks. UN: NY.https://transformingeducationsummit.sdg4education2030.org/tracks

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