Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



2020-OAW-01-Banner-986x310-ENGLISH_1.png

No último dia da Semana Internacional de Acesso Aberto que se celebra entre 19 a 25 de outubro sob o tema, “Abrir com Propósito: Agindo para Construir Equidade e Inclusão Estruturais”, a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) reforça o seu compromisso em construir bibliotecas que são “organizações inclusivas, garantes da igualdade no acesso a serviços e recursos de informação” – RBE. (2014). Quadro Estratégico 2014-2020, p. 10.

As práticas e políticas de acesso aberto permitem a leitura, distribuição e recriação de conhecimento e cultura sem fronteiras, fazendo deles um bem que é direito e património público e na base do qual as pessoas encontram oportunidades e desenvolvem capacidades para melhorar a sua vida.

Como é que no seu dia-a-dia as bibliotecas escolares facilitam e incentivam o acesso aberto?

- Assegurando a equidade no “acesso a equipamentos, serviços e recursos de informação diversificados, capazes de responder às necessidades específicas dos diferentes utilizadores” (Quadro Estratégico 2014-2020, p.22).

- Criando e disponibilizando repositórios abertos e inclusivos que permitem a consulta e criação colaborativa, em diferentes línguas, suportes e formatos. Integram obras caídas no domínio público ou com licenças abertas Creative Commons (e.g., CC BY 4.0), por exemplo: RBE Biblioteca Escolar Digital - Ebooks.

- Utilizando software (por exemplo: o Libre Office tem o Writer e o Calc equivalentes ao Word e Excel, respetivamente) e ferramentas digitais de código aberto (open source) como as reunidas em RBE Biblioteca Escolar Digital – Instrumentos.

- Capacitando e estimulando a participação das crianças e jovens, professores, pais e encarregados de educação, autarquia, biblioteca municipal e outros agentes da comunidade na missão da biblioteca. A promoção das literacias é feita com base em recursos de educação únicos, centrados na autonomia dos utilizadores e criados pela biblioteca a partir do currículo – por exemplo: RBE Biblioteca Escolar Digital – Tutoriais, informação e media. Trabalha temas que contribuem para a resiliência e o bem-estar, por exemplo: direitos de autor, proteção de dados, ética em linha.

- Propondo e divulgando para toda a escola linhas orientadoras/ políticas e boas práticas que, tendo por base a Declaração da IFLA sobre Livre Acesso, aprofundam e disseminam o direito à informação, ao conhecimento e à cultura que servem de suporte a uma vida livre e boa.

 

9ºELI_banner.jpg

A Rede de Bibliotecas de Estarreja, em articulação com a coordenação interconcelhia da Rede de Bibliotecas Escolares, promove o 9.º Encontro de Literatura Infantojuvenil, subordinado ao tema “Literatura infantojuvenil, inclusão e cidadania”.
O encontro vai decorrer nos dias 30 e 31 de outubro numa modalidade híbrida. Pretende proporcionar uma reflexão em torno das potencialidades da literatura na promoção da inclusão e da aceitação das diferenças culturais e étnicas e no exercício de uma cidadania democrática.
Inscrição obrigatória.

Ler mais: 9º Encontro de Literatura Infantojuvenil

 

MAR-ROMERA.jpg

Fonte: https://www.magisnet.com/2020/09/mar-romera-los-ninos-deberian-seguir-matriculados-en-el-curso-anterior-al-menos-una-semana/

 

Num discurso cheio de histórias e metáforas, Mar Romera, professora e especialista em inteligência emocional, afirma perentoriamente que não quer voltar à normalidade que havia antes da Covid-19. Quer, sim, voltar para uma escola melhor e diferente, que desenha situações de aprendizagem, não situações de ensino. Acredita que o ano de 2020 irá marcar o início do século XXI na Educação em Espanha.

Em intervenções recentes em vários meios de comunicação, Mar Romera defende que o momento atual mostrou que temos de passar do paradigma da evolução para o da revolução. “¿Qué quiere decir esto? Pues es sencillo, evolucionamos cuando somos capaces de contestar a preguntas; revolucionamos cuando somos capaces de hacernos nuevas preguntas.” 

Mas o que reivindica para essa nova escola? Reivindica a autonomia pedagógica e a participação ativa das crianças nas estruturas de decisão. Reivindica uma revolução no sistema: romper com grupos organizados por turmas, com o conceito de classificação, com uma educação padronizada. Reivindica que se abandone o ensino por disciplinas e se salte da interdisciplinaridade para a transdisciplinaridade. Reivindica que todos os espaços da escola se transformem em espaços de aprendizagem: que os corredores sejam utilizados como locais de reunião para pequenos grupos, as salas de aula e os átrios, como refeitórios, os jardins e recreios, como salas de aula. 

La buena Educación no tiene robots. Por más que echemos mano de elementos que nos ayuden, la Educación, como le pasa a un buen cocinero, tiene mucho de intuición. Un cocinero puede ayudarse por distintos utensilios, pero se vale de su saber hacer. Sin embargo, lo que mucha gente quiere de la escuela es un libro de recetas para hacer todos los platos iguales. Y eso en la Educación no funciona.” 

E os professores? Em primeiro lugar, é preciso modificar radicalmente a formação inicial. Repete várias vezes que os professores não ensinam o que sabem, mas, sim, o que são. “La escuela del siglo XXI es la escuela del ser y no la del saber y esto requiere de un profesorado que no pare de crecer y de estar en un modelo de ser consciente.” As escolas precisam de professores que tenham os cinco sentidos apurados, sentido de humor e muito bom senso. Devem proporcionar aos alunos oportunidades de aprendizagem para construírem o seu autoconceito num espaço seguro para errar e fracassar.

Quando tinha cinco anos, plantou uma nogueira com o avô. Quando se preparavam para regressar a casa, perguntou: “Então e as nozes? Onde estão?”. A resposta do avô surpreendeu-a: “Eu não vou comer estas nozes. Não sei se tu as vais comer. Mas espero que os teus filhos as comam”. Anos mais tarde, percebeu que assim é a profissão docente. Um investimento a longo prazo.
 
Mar Romera é autora do modelo pedagógico ‘Educar con tres C’s (capacidades, competencias y corazón)’ e diretora da Asociación Pedagógica Francesco Tonucci. Publicou os seguintes livros: La asamblea de clase: una experiencia de Infantil a Secundaria (2009), La familia, la primera escuela de las emociones (2017) e La escuela que quiero. En busca del sentido común: pedagogía contada desde el suelo (2019).

 

Fontes:

BBV Aprendemos Juntos. (2018, janeiro 31). Versión completa: “Las emociones no se aprenden por apuntes, hay que vivirlas”. Mar Romera, maestra [Vídeo]. Youtube.  https://www.youtube.com/watch?v=_rhH5dQr8S8

Campus Party Spain. (2020, julho 11). Mar Romera: "¡No quiero NORMALIDAD!" [Vídeo]. Youtube.  https://www.youtube.com/watch?v=6v-mqu86LBE

Moreno, M. (2019). Mar Romera: “La escuela del siglo XXI es la del ser y no la del saber”. Acedido em 9 outubro 2020, disponível em https://www.educaciontrespuntocero.com/entrevistas/mar-romera-la-escuela-que-quiero/

RT en español. (2019, abril 09). Mar Romera: "Mi padre fue a la escuela para aprender a leer, mis hijas van para aprender a vivir [Vídeo]. Youtube.  https://www.youtube.com/watch?v=Yj353RgTrWc

Salazar, A. (2020). Mar Romera: “No quiero una vuelta a la normalidad; quiero una escuela mejor y diferente” - Magisnet. Acedido em 13 outubro 2020, disponível em https://www.magisnet.com/2020/09/mar-romera-los-ninos-deberian-seguir-matriculados-en-el-curso-anterior-al-menos-una-semana/

Etiquetas:

dest_lerMais_880x520.jpg

Estão abertas candidaturas ao Programa aLeR+ 2027, destinado a apoiar as escolas que desenvolvem de forma consolidada um ambiente integral de leitura, centrado na melhoria da compreensão leitora e no prazer de ler e escrever.
Reconhecendo-se que, num conjunto significativo de agrupamentos, tem vindo a ser desenvolvida com sucesso uma cultura de leitura, foi lançada em 2017 uma nova etapa deste Programa, visando o alargamento da sua rede.
As escolas interessadas podem candidatar-se até 31/12/2020, através do sistema de informação do Plano Nacional de Leitura 2027.
 
Artigo completo: Programa aLer+ 2027 • Candidatura 2021

 

7P_top.png

O  concurso Media@ção está de volta com nova edição. O Regulamento e os tutoriais ‘A linguagem audiovisual’ estão disponíveis para consulta. 
A assinalar duas novidades:
- O tema, que este ano convida a abordar ‘A minha experiência com os media em tempos de pandemia’; 
- A integração de duas entidades promotoras: o Plano Nacional de Cinema e o Centro Nacional de Cibersegurança. 
Os trabalhos a apresentar seguem o formato das edições anteriores, isto é, podem ser vídeos ou podcast de 3 minutos. A participação no concurso não necessita de inscrição, bastando a entrega dos trabalhos até 7 de abril de 2021.
Podem ser apresentados vídeos ou podcast de 3 minutos, tal como nas edições anteriores. Os trabalhos devem ser entregues até dia 7 de abril de 2021, não sendo necessária uma inscrição prévia para participar no concurso. 
 


RBE


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Twitter



Perfil SAPO

foto do autor